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Os Efeitos Prováveis Das Armas Químicas e Bacteriológicas (Biológicas)

 
    - Veja a tabela com as características principais dos agentes químicos letais -
                                                         
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Os efeitos dos agentes químicos sobre indivíduos e populações

Os efeitos dos agentes de guerra química sobre seres humanos, animais e plantas, dependem das propriedades tóxicas do agente, da dose absorvida, da taxa de absorção e a via pela qual o agente entra no organismo. Os agentes tóxicos podem entrar no organismo através da pele, dos olhos, dos pulmões ou do aparelho gastrintestinal (como resultado da absorção de alimentos ou líquidos contaminados). Para um determinado agente absorvido sob as mesmas condições, o efeito será proporcional à dose absorvida. Por isto, é possível definir para cada agente certas doses características, tais como a dose que, sob determinadas condições, causará a morte de cinqüenta por cento das pessoas sujeitas a seu efeito (a dose 50% letal ou LD 50), ou a dose que causará cinqüenta por cento das baixas não fatais, ou a dose que não terá um efeito militar apreciável. Estas são expressas em miligramas de agente, tendo por referência um adulto saudável de peso médio. Elas também podem ser apresentadas em termos de miligramas por quilo de peso do corpo.
Para fins de avaliação é conveniente exprimir a mesma idéia de forma algo diferente no caso de gases, vapores e aerosóis. absorvidos através do aparelho respiratório. Aqui a dose absorvida depende da concentração do agente no ar, na taxa de respiração do indivíduo e do tempo de duração da exposição se, para efeito de exemplo, aceita-se que a taxa média de respiração para grupos de indivíduos envolvidos em várias atividades permaneça relativamente constante, segue-se que a dose, e portanto o efeito produzido por ela, será diretamente proporcional ao produto da concentração do agente no ar (C em miligramas por metro cúbico). Esta é chamada dosagem (ou fator Ct) da qual certos valores característicos (por -exemplo, o LD 50) são empregados em situações particulares para estimativas quantitativas dos efeitos produzidos.Para os agentes que agem sobre ou através da pele, a dose absorvida por contato será freqüentemente relacionada à "taxa de contaminação", expressa em gramas por metro quadrado, a qual indica em que extensão as superfícies estão contaminadas líquido.
As conseqüências de um ataque contra uma população são uma combinação dos efeitos sobre os indivíduos que a constituem, tanto com a concentração do agente quanto a susceptibilidade dos indivíduos variando em toda a área exposta ao perigo Indivíduos diferentes responderiam diferentemente a um ataque e poderiam contar com diversos graus de proteção. A possível contaminação a longo prazo do pessoal pelos agentes de guerra química que se mantenham no solo e na vegetação pode ser acrescentada aos efeitos imediatos e diretos. Máscaras e roupas protetoras, abrigos e, em certo grau, a descontaminação, quando aplicável, oferecem uma proteção eficaz contra todos os agentes da guerra química. Mas, como já foi enfatizado, a simples possessão dos meios de proteção de forma alguma constitui urna garantia absoluta quanto à contaminação por venenos. Um sistema de alarme e detecção é importante, às vezes; vital, porque sem ele o aviso a tempo, o qual é essencial para que os atacados se utilizem dos equipamentos protetores, estaria faltando. Uma vez que as medidas de proteção serão mais efetivas quando realizadas por pessoal treinado funcionando em unidades, é mais provável que o pessoal militar disponha de urna proteção mais adequada do que a população civil. De qualquer forma, na maioria dos países a população civil não dispõe de equipamento protetor contra agentes de guerra química. Vários agentes de guerra química que eram conhecidos durante a Primeira Guerra Mundial, e outros desenvolvidos desde então, têm sido comentados na literatura científica. Contudo, os efeitos mais letais das modernas armas químicas não foram estudados sob as condições de guerra real. Além do mais, ainda não foi realizado nenhum estudo de campo completo sobre o uso de desfolhantes, herbicidas e agentes químicos para o controle de tumultos. As descrições seguintes sobre os efeitos das armas químicas são baseadas em provas e em julgamentos técnicos e devem, portanto, ser consideradas algo conjeturais.

 

Efeitos Dos Agentes Químicos Letais Sobre Indivíduos

Os agentes químicos letais matam em doses relativamente pequenas e, via de regra, as quantidades que causam a morte são apenas pouco maiores do que as incapacitadoras. Ocasionalmente, a morte pode ser causada por grandes doses de um agente presumivelmente incapacitador e, da mesma forma, efeitos menores podem ser causados por pequenas doses de um agente letal. Os agentes vesicantes; são considerados juntamente com os agentes letais, visto que uma pequena mas significante parcela do pessoal atacado com tais agentes pode morrer ou sofrer ferimentos graves.

Agentes neurotóxicos

Estes compostos letais são prontamente absorvidos através dos pulmões, olhos, pele e aparelho digestivo sem produzir irritações locais e interferem com a ação de uma enzima (a cholinesterase) essencial ao funcionamento do sistema nervoso. Uma pessoa atingida por um gás neurotóxico tendo recebido uma dose letal, morrerá por asfixia dentro de minutos se não for tratada rapidamente com o emprego de respiração artificial e drogas, tais como atro iria ou oximas. Com tratamento a recuperação geralmente é rápida e poderá demorar várias semanas mas será completa a menos que a anoxia ou convulsões na época da exposição ao agente tenham sido tão prolongadas de forma a causar danos cerebrais irreparáveis.A via de entrada do agente no organismo tem alguma influência no aparecimento dos sintomas. Estes se desenvolvem mais lentamente quando o agente é absorvido através da pele do que quando é inalado. Pequenas doses causam corrimento nasal, contração das pupilas e dificuldades de acomodação da vista. A constrição dos brônquios causa uma impressão de pressão no peito. Com doses maiores os músculos são afetados e ocorre o enfraquecimento, fibrilação e, eventualmente, a paralisia dos músculos respiratórios. A morte geralmente é causada por falta de ar, mas também pode ser causada pela parada cardíaca. Calcula-se que os gases neurotóxicos mais fortes possam causar a morte em uma dosagem de aproximadamente 10mg min/m3(7). Agentes menos tóxicos são letais em dosagens de até 400 mg min/m3.

Agentes vesicantes

A mostarda é um típico agente vesicante que, como os outros membros desta categoria também possui efeitos tóxicos gerais. A exposição a uma concentração de alguns miligramas por metro cúbico durante várias horas resulta pelo menos em uma irritação e enrubescimento da pele e , especialmente, irritação dos olhos pode ate mesmo à cegueira temporária. A exposição a concentrações maiores causa bolhas e olhos inchados. Severos efeitos desta espécie também ocorrem quando o líquido cai na pele ou nos olhos. As queimaduras com o gás de mostarda são comparáveis a queimaduras de segundo grau. Lesões mais severas, comparáveis a queimaduras de terceiro grau, podem durar alguns meses. A cegueira pode ser causada, especialmente se o agente em estado líquido entrou em contato com os olhos. A inalação do vapor ou aerosol causa irritação e dor na parte superior do aparelho respiratório e pode ocorrer a pneumonia. Altas doses de um agente vesicante causam uma intoxicação geral, semelhante à doença da radiação, a qual pode vir a ser fatal. 0 primeiro passo no tratamento de uma pessoa que tenha sido exposta a um vesicante é lavar seus olhos e descontaminar sua pele. As pequenas lesões dos olhos exigem pouco tratamento. As bolhas são tratadas da mesma forma que qualquer queimadura de segundo grau.

Outros agentes letais

O fosfogênio e compostos com efeitos fisiológicos semelhantes foram empregados na Primeira Guerra Mundial. A morte é resultante dos danos causados aos pulmões. 0 único tratamento é a inalação de oxigênio e o repouso. Os sedativos são empregados moderadamente.
0 cianureto de hidrogênio em doses letais causa a morte por inibição da respiração celular. Em doses menores ele tem pouco ou nenhum efeito.
A maioria dos agentes hematóxicos contém cianureto, e todos agem rapidamente. A vítima deste tipo de arma química ou morre antes que o remédio possa ser aplicado ou recupera-se logo depois de respirar ar puro.
A toxina botulínica é um dos mais fortes venenos naturais conhecidos e pode ser empregada como um agente de guerra química. Existem pelo menos seis tipos diferentes desta toxina e sabe-se que quatro (Uma dosagem de 1 mg min/m3 consiste da exposição por um minuto ao gás a uma concentração de 1 mg por m3.) deles são tóxicos ao homem. Formada pela bactéria Iclostridium botulinum esta toxina é ocasionalmente transmitida por alimentos contaminados. A bactéria não cresce ou se desenvolve no organismo humano e o envenenamento deve-se à toxina ingerida. É possível que ela seja introduzível no organismo humano por inlação. O botulismo é um envenenamento altamente fatal, caracterizado pela fraqueza geral, dor de cabeça, tonteira, visão dupla, dilatação das pupilas, pralisia dos músculos da deglutição e dificuldade em falar. A paralisia respiratória é causa comum de morte. Depois da vítima consumir alimentos contaminados os sintomas aparecem dentyro de doze a setenta e duas horas. Todas as pessoas estão sujeitas ao envenenamento por esta toxina. Os poucos que se recuperam da doença desenvolvem uma imunidade ativa de duração e grau incertos. A imunização preventiva com toxóide botulínico tem demostrado posuir algum valor protetor, mas a terapia com antioxinas é de valor limitado, particularmente nos casos de consumo de grandes quantidades da toxina. O tratamento é principalmente de sustentação.

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